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2 de dez de 2012

MEDIUNIDADE : PELA DOR OU PELO AMOR???


O médium tem vários caminhos a seguir?
Favores materiais fazem parte deles?
Usamos nossa faculdade para o bem coletivo?


Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz - Francisco C. Xavier

Capítulo 27  - Mediunidade transviada

Revestia-se o recinto de fluidos desagradáveis e densos.
Dois médiuns davam passividade a companheiros do nosso plano, os quais, segundo minhas primeiras impressões, jaziam convertidos em criados autênticos do grupo, assalariados talvez para serviços menos edificantes. Entidades diversas, nas mesmas condições, enxameavam em torno deles, subservientes ou metediços.
O fenômeno da psicofonia era ali geral.
Os sensitivos  desdobrados se mantinham  no ambiente,  alimentando-se das emanações que lhes eram peculiares.
Raimundo,  um  dos  comunicantes,  sob as  vistas complacentes  do diretor da casa, conversava com uma senhora, cuja palavra leviana inspirava piedade.
- Raimundo – dizia -; tenho necessidade do dinheiro que há meses vem sendo acumulado no Instituto,  do qual  sou  credora  prejudicada.  Que  me  diz  você de semelhante demora?
- Espere,  minha  irmã  – recomendava a entidade  -, trabalharemos  em  seu  benefício.
E a palestra continuava.
- A solução é urgente. Você deve ajudar-me com ação mais expedita. Tente  uma volta pelo gabinete do diretor ranzinza e desencrave o processo... Você quer o endereço das pessoas que precisamos influenciar?
- Não, não. Conheço-as e sei onde moram...
- Vejo, Raimundo, que você anda distraído. Não se interessou por meu caso, com a presteza justa.
- Não é bem assim... Tenho feito o que posso.
E  enquanto  a  matrona  baixava o  tom  de  voz,  cochichando,  um  cavalheiro maduro dirigia-se a Teotônio, o outro comunicante da noite, clamando, indiscreto:
-Teotônio, até quando me cabe aguardar?
A entidade, que parecia embatucar-se com a pergunta, silenciou, humilde, mas o interlocutor alongou-se, exigente:
- Vai  para quatro  meses  que  espero  pela decisão  favorável  referente ao emprego que me foi prometido. Entretanto, até hoje ... Você não conseguiria liquidar o problema?
- Que deseja que eu faça?
- Sei que o gerente da firma é do contra. Ajude-me, inclinando-o a simpatizarse pela boa solução de meu caso.
Nisso, outra senhora ocupou a atenção de Raimundo, solicitando:
- Meu amigo, conto com o seu valioso concurso. Sou mãe. Não me conformo  em ver minha filha aceitar a proposta de um homem desbriado, para casar-se. Nossa posição em casa é das mais alarmantes. Meu marido não suporta o homem que nos persegue, e a menina revoltada tem sido para nós um tormento. Você não poderá afastar esse abutre?
Raimundo respondeu, subserviente, enquanto Quintino tomava a palavra, logo em  seguida,  pedindo uma prece,  em  conjunto,  a  fim  de que os  desencarnados se fortalecessem  para  corresponder  à  confiança do grupo,  prestando-lhe os  serviços solicitados.
Entendimentos  e  conversas continuaram  entre  comunicantes  e  clientes  da casa, todavia, não mais lhes dei atenção, considerando-lhes o obscuro aspecto.
Em aflitivas circunstâncias,  vira obsidiados e entidades endurecidas no mal, através  de  tremendos  conflitos;  contudo, em nenhum lugar  sentia tanta  compaixão como ali, vendo pessoas sadias e lúcidas a interpretarem o intercâmbio com o mundo espiritual como um sistema de criminosa exploração, com alicerces no menor esforço.
Aqueles homens e mulheres que se congregavam no recinto, com intenções tão estranhas, teriam coragem de pedir a companheiros encarnados os serviços que reclamavam dos Espíritos? Não estariam ultrajando a oração e a mediunidade para fugir aos problemas que lhes diziam respeito? Não dispunham, acaso, de veneráveis conhecimentos para mobilizar o cérebro, a língua, os olhos, os ouvidos, as mãos e os pés, no aprendizado enobrecedor? Que faziam da fé? Seria justo que um trabalhador relegasse a outros a enxada que lhe cabia suportar e mover na gleba do mundo?



Observamos no texto acima, uma triste e dura realidade.
Irmãos desencarnados e encarnados em perfeita simbiose, em sintonia desequilibrada, transformando a faculdade mediúnica, que é Divina, para objetivos materiais.
Ambos, encarnados e desencarnados estão em perfeita harmonia vibratória, encarando com muita naturalidade a troca de favores, a mediunidade transviada de seus objetivos sublimes..
Quantos casos neste formato ainda observamos na Terra?
É típico do ser humano o comodismo, o repasse de suas responsabilidades para outro concretizar, a qualquer preço. Esquece-se que se ligará aos Irmãos Espirituais que agora os sevem e a quem deverão, depois, oferecer sua contrapartida, desenvolvendo laços de infelicidade e sofrimento.
O orgulho , a vaidade e o egoísmo levam o homem a achar que pode tudo controlar e dominar à sua vontade e aos seus caprichos, sempre com a opção pela porta larga, pelo caminho mais fácil. E para tal, utiliza-se de qualquer recurso, inclusive da mediunidade, que aqui é encarada como uma ponte, um trampolim para concretizar seus sonhos infelizes e descabidos.
Neste tipo de trabalho mediúnico as energias sempre serão muito desagradáveis, pois são resultado do pensamento de todos que ali estão, do mundo físico e espiritual, com objetivos de baixa envergadura moral.
Como questiona André Luiz no final do texto, abuso da fé e de todos os abençoados ensinos de Jesus.
Jesus nos ensinou a termos atitude na vida, fé ativa e produtiva:
PEDI .....E OBTEREIS!
BATEI...E ABRIR-SE –VOS-Á!
Movimento, ação, atitude na fé!
Cada um de nós reencarna com uma tarefa na Terra. Os obstáculos que devemos superar por nosso próprio esforço são as ferramentas necessárias para nosso aprendizado e amadurecimento moral e espiritual.
Se terceirizarmos este aprendizado o que vamos aprender ?
E mais, se para isso ainda buscamos aliados entre os Espíritos ?
O que estamos fazendo de nossa bendita oportunidade de reencarnação?
Onde nossa evolução pelo nosso esforço?
Jesus disse: “ A CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS”
Quais as nossas obras ???
E os médiuns que se prestam a estas atividades? Será para isso que reencarnaram com esta faculdade? Estarão usando a mediunidade à serviço de Jesus e ao bem coletivo?
E estes Irmãos desencarnados, estarão trabalhando por sua evolução desta forma ?
Sabemos que nada fica impune na Justiça Divina e muito será necessário em trabalho, dores e sofrimentos, até que todos possam se restabelecer destas atitudes e retornarem à harmonia com as Leis Divinas.
Os velhos caminhos da DOR ou do AMOR.
Jesus nos apresenta o caminho do AMOR, nos ensinando o respeito ao próximo, a caridade, a honestidade, a verdade, a bondade, mas insistimos em seguir o caminho da DOR, nos desviando deste caminho de luz. Então, que seja a DOR a bendita companheira que possa nos despertar e nos reintegrar ao AMOR  do Pai.

Médium, qual caminho vai escolher: o da DOR ou o do AMOR???


Muita luzzzzzzzzzz


Luciane Ruis




2 comentários:

  1. Mediunidade de trabalho, geralmente, vem por oompromisso. Seria uma prova que pedimos para passar para nos fazer cumprir aquilo a que nos propusemos na Espiritualidade antes de voltarmos à Terra. Da mediunidade ninguém foge. Ela faz com que vc procure a espiritualidade através de lugares como casas espíritas. Caso não o faça, pode tornar-se desequilibrado, inclusive mentalmente. Mas, ela bem trabalhada, quando aceita e quando o médium trabalha com ela em prol do próximo, ela vira uma missão deliciosa, onde nos sentimos úteis e felizes por podermos ajudar a irmãos encarnados e desencarnados, através dela. Levar reconforto é algo indescritível.

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  2. Perfeito comentário irmão querido.
    Agradecemos a participação.
    Deus contigo sempre.

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