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28 de out de 2013

LOCAIS ASSOMBRADOS

Existirão mesmo estes locais?
Será crendice popular?
Devemos temer as “assombrações” ?


Vivemos em um mundo que está em constante interação com o mundo espiritual, como dizia Paulo de Tarso:  “Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço.” — Paulo. (HEBREUS, 12:1.)
Em todos os locais podem passar ou viver muitos Espíritos, sem que estes se manifestem e nós nem os percebemos. Dependendo de nosso procedimento e comportamentos bons ou maus, determinamos com que tipo de Espíritos vamos conviver, o que  vai gerar a sintonia e a atração ou repulsão espirituais.
Todos nós já ouvimos alguma história sobre algum local assombrado. Geralmente são histórias em museus, locais abandonados, casas antigas, no período noturno, na 6ª feira 13  à meia - noite e assim por diante. Observamos muita fantasia e exagero em alguns relatos, fruto da crendice popular, mas serão algumas histórias reais?
Estes locais existem?
Sim, existem locais onde os Espíritos se manifestam de forma ostensiva, visível e audível a todas as pessoas e que, por ignorância, foram chamados de locais assombrados por “ fantasmas”.
Allan Kardec, em “ O Livro dos Médiuns - Segunda parte - Das manifestações espíritas
Capítulo IX - Dos lugares assombrados” - esclarece com maestria o assunto, através de várias perguntas dirigidas aos Espíritos. Antes do advento da Doutrina Espírita, estes fenômenos eram atribuídos ao maravilhoso e ao sobrenatural. Tudo que o homem não compreendia era tido como miraculoso, extraordinário. A ignorância viu sempre nos fenômenos espíritas uma causa sobrenatural, até que a Doutrina Espírita  veio esclarecer de maneira racional e coerente alguns fenômenos naturais, que por desconhecimento os consideramos como sobrenaturais.
Allan Kardec, através dos ensinamentos dos Espíritos, veio explicar que as supostas “ assombrações” nada mais eram do que os Espíritos, homens que desencarnaram, ou seja, seres desencarnados, como todos nós seremos um dia. Estes Espíritos demonstravam sua presença de forma ostensiva em determinados locais e como não se entendia a causa, atribuíam ao sobrenatural. O estudo de Kardec foi muito minucioso, sempre nos alertando a nunca agir como fanáticos atribuindo qualquer barulho diferente a causas espirituais. Antes devemos examinar todas as probabilidades materiais  ( estalos na madeira, barulho da vizinhança, etc) e excluídas estas causas, considerarmos as espirituais.
Também se faz interessante observar se há fundamento na ideia de  que haja interferência de certas  condições para as manifestações. Por exemplo, elas ocorrerem em  dias ou horários específicos, sempre na escuridão, no silêncio ou em locais de aspecto lúgubre, Vamos ver estas respostas no texto sobre este tema no Livro dos Médiuns:

4ª Tem qualquer fundamento a crença de que os Espíritos frequentam de preferência as ruínas?
“Nenhum. Os Espíritos vão a tais lugares, como a todos os outros. A imaginação dos homens é que, despertada pelo aspecto lúgubre de certos sítios, atribui à presença dos Espíritos o que não passa, quase sempre, de efeito muito
natural. Quantas vezes o medo não tem feito que se tome por fantasma a sombra de uma árvore e por espectros o grito de um animal, ou o sopro do vento? Os Espíritos gostam da presença dos homens; daí o preferirem os lugares habitados, aos lugares desertos.”

6ª Há, para os Espíritos que costumam reunir-se, dias e horas em que prefiram fazê-lo?
“Não. Os dias e as horas são medidas de tempo para uso dos homens e para a vida corpórea, das quais os Espíritos nenhuma necessidade sentem e nenhum caso fazem.”

7ª Donde nasceu a idéia de que os Espíritos vêm preferentemente durante a noite?
“Da impressão que o silêncio e a obscuridade produzem na imaginação. Todas essas crenças são superstições que o conhecimento racional do Espiritismo destruirá. O mesmo se dá com os dias e as horas que muitos julgam lhes serem mais favoráveis. Fica certo de que a influência da meia - noite nunca existiu, senão nos contos.”

Tendo eliminado estas dúvidas, vamos refletir de forma bem objetiva, sobre a maneira como os Espíritos conseguem agir na matéria para  promoverem ruídos, batidas, levitação de objetos, de pessoas, aparições. Para agir na matéria o Espírito utiliza seu perispírito, que é semimaterial, o pensamento, a  sua vontade e a manipulação de fluidos. Combina o fluido universal com um fluido material, ao qual chamamos de ectoplasma, doado pelos seres encarnados. As pessoas que tem maior facilidade em doar este fluido são os chamados médiuns de efeitos físicos. O Espírito envolve os objetos com estes fluidos, conferindo-lhes uma “ vida fictícia”, promovendo assim os  movimentos, barulhos, aparições. Assim compreendemos de forma racional como estes fenômenos podem ocorrer e eles deixam de ser considerados sobrenaturais.
“ Conhece a verdade e ela te libertará!”
Mediante este conhecimento, foram realizadas, sessões mediúnicas onde os médiuns de efeitos físicos doaram ectoplasma para a realização dos diversos fenômenos físicos, os quais Allan Kardec estudou meticulosamente para compor a parte científica da Doutrina Espírita.
Esta doação de ectoplasma pode ocorrer também de forma espontânea. Nestes casos,  o médium doa sem que  tenha conhecimento da doação e nem que ele é a pessoa que está possibilitando a produção dos fenômenos,  os quais às vezes tem grande temor, pelo desconhecimento. 


A literatura espírita oferece muitos exemplos interessantes para nosso estudo.

Em  “ O Livro dos Médiuns”,  há o caso  do Espírito perturbador da rua Noyers, que “assombrava” uma casa: a criada, que mais temia os fenômenos, era a médium que doava o material necessário para o Espírito agir,sem o saber. Eram projéteis que quebravam as  vidraças,  fragmentos  de lenha, pedaços de carvão de terra muito pesados, que feriram inclusive a própria criada. O dono da casa chamou a polícia, que também foi atingida pelos projéteis, optando por fim em abandonar  a casa. O Espírito foi evocado e disse que assim agia apenas por diversão.

Na Revista Espírita de abril de 1860, temos o caso do  Fabricante de São Petersburgo: um rico e bondoso artesão  tinha muitos operários e como era costume na época, oferecia alojamento aos operários no local de trabalho. Uma manhã, vários operários não encontraram  suas roupas onde as  deixaram ao se deitarem, encontrando-as espalhadas no celeiro, nas chaminés, e até sob os telhados. O patrão fez  sérias repreensões, acreditando numa brincadeira de mau gosto, porém, ninguém assumiu o ato. E a situação se repetiu até se tornar constante em todas as noites, o que conferiu ao local a imagem de oficina “assombrada”, causando grande temor aos operários. Tentaram organizar vigílias, investigaram, mas tudo em vão. Em seguida, muitos operários receberem golpes diversos quando estavam nas escadas dos dormitórios, o que foi gerando o desespero e a animosidade entre todos, um acusando ao outro e nada ficava esclarecido. E quando o artesão pensava em fechar sua oficina, uma noite ouviu um barulho em seu escritório, no cômodo ao lado. Chegando ao local, viu sua escrivaninha aberta e o castiçal aceso, sendo que havia fechado e apagado a luz quando saíra de lá. Também observou sobre a escrivaninha um tinteiro de vidro e uma caneta que não lhe pertenciam, além de uma folha de papel onde estava escrito: "Faça demolir a parede em tal lugar (era na escada); ali encontrarás ossadas humanas que farás enterrar em terra santa." Investigando na vizinhança, descobriu que o tinteiro e a canetas pertenciam a um vendedor de legumes e de mercadorias coloniais , que disse tê-los vendido a um homem, que não conseguiu distinguir bem a fisionomia,   mas que  havia batido em sua janela e solicitado-os na noite anterior, pagando-o com uma grossa moeda de cobre, que ouviu cair no assoalho, mas que nunca a encontrou. Ao demolirem a parede no lugar indicado, encontraram  as ossadas humanas, que foram enterradas, embora nunca identificadas, mas depois disso, cessaram todos os fenômenos.

No livro “ O Céu e o Inferno” ,também há relatos interessantes de casas assombradas, como no item “ Criminosos Arrependidos” - O espírito de Castelnaudary.
Era uma pequena casa perto de Castelnaudary e lá ocorriam barulhos estranhos e outros eventos, o que lhe valeu o título de estar invadida por “fantasmas”. Foi exorcizada, sem resultados. Um dos proprietários, tendo vindo habitá-la, nela morreu subitamente. Alguns anos depois, o filho dele quis habitá-la e ao entrar num dos quartos, recebeu uma violenta bofetada, o que fez com que abandonasse a casa. Na região, circulava uma história de que um grande crime havia sido cometido naquela casa.
O Espírito que dera a bofetada foi evocado e manifestou-se com sinais de muita violência, relatando que quando residira naquela local há 02 séculos , havia assassinado seu irmão por suspeitar  que mantivesse um caso amoroso com sua esposa e alguns anos depois assassinou também a esposa. Nunca pagou pelos crimes na Terra, permanecendo na casa e provocando os fenômenos. Ficou em processo de fixação mental, preso ao local onde cometeu os crimes sem conseguir dirigir seu pensamento a outra coisa que não fosse os seus crimes, como expiação pelo mal praticado. Por ser muito violento  agredia a todos que percebesse a presença naquele local.

E por que os Espíritos provocam estes fenômenos?
Com vimos através dos exemplos anteriormente citados, são várias as motivações. Uns são apenas zombeteiros, querem se divertir com o medo que geram com suas ações: outros querem serem ouvidos para fazerem um pedido, como o exemplo da ossada, outros são ainda ignorantes e maus, agredindo a qualquer um que ocupe o local onde ele se encontre, ou  para se vingar dos habitantes daquele local. Há também aqueles que querem proteger os habitantes, permanecendo no local como guardiões, geralmente no caso de familiares, mas como não tem a evolução necessária para tal, mais atrapalham do que ajudam. Alguns ignoram inclusive o próprio desencarne e se ligam ao local por alguma afinidade com os habitantes.
Concluímos assim, que nem todos os Espíritos  que provocam estes fenômenos são maus, alguns são levianos e ignorantes, mas de forma geral são todos Espíritos ainda de baixa condição evolutiva.

Devemos temer estes locais?
Novamente vamos recorrer ao Livro dos Médiuns para nossa resposta:
12ª Será racional temerem-se os lugares assombrados pelos Espíritos?
“Não. Os Espíritos que frequentam certos lugares, produzindo neles desordens, antes querem divertir-se à custa da credulidade e da poltronaria dos homens, do que lhes fazer mal. Aliás, deveis lembrar-vos de que em toda parte há Espíritos e de que, assim, onde quer que estejais, os tereis ao vosso lado, ainda mesmo nas mais tranqüilas habitações. Quase sempre, eles só assombram certas casas, porque encontram ensejo de manifestarem sua presença nelas.”

E como podemos afastá-los?
O exorcismo resolve ???
O que temos observado é que  com estas práticas materiais os Espíritos intensificam ainda mais os fenômenos, por que se divertem com os rituais e continuam a zombar ainda mais dos encarnados.

E como afastá-los?
ATRAINDO  OS BONS ESPÍRITOS, ATRAVÉS DA PRÁTICA DO BEM
“ Sede sempre bons e só tereis bons Espíritos ao vosso lado”, nos diz o Livro dos Médiuns.

Sempre devemos fazer preces por estes Espíritos, independente do motivo que os leve a “ assombrar” aquele local. Vamos pedir a Deus que os ilumine, para que despertem, se desliguem das coisas materiais e sigam sua jornada evolutiva no Mundo Espiritual. Também não devemos demonstrar medo, pois ao notarem isto vão intensificar os fenômenos. Devemos nos limitar a orar e não dar atenção, que logo eles se cansarão. O Evangelho no Lar também é um ótimo recurso de reequilibro do ambiente doméstico e que pode ajudar muito nestes casos.

E não nos esqueçamos que os Espíritos só podem nos prejudicar se nós deixarmos, ou seja, se estivermos vibrando na mesma sintonia que eles. A nossa maior proteção sempre será a prática do bem, que vai atrair a proteção dos Bons Espíritos.

Muita luzzzzzzzzzzz

Luciane Ruis







4 comentários:

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